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O Governo dos Açores, através da Secretaria Regional da Educação, Cultura e Desporto e da Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, vai criar o Núcleo Museológico dos Cabos Submarinos na Trinity House e na Joint Cable Station, na ilha do Faial.
O estudo prévio deste projeto foi apresentado na segunda-feira na Casa Manuel de Arriaga, cidade da Horta, e o projeto visa reavivar a memória de dois importantes edifícios que se encontram interligados.
No decorrer da apresentação do referido estudo prévio, a Secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, referiu que na fase do estudo prévio, “ainda é possível recolher contributos da população para que se possa passar a uma segunda fase de projeto de arquitetura e, depois, aos projetos de especialidade”.
Segundo adiantou, pretende-se, desta forma, que “no Núcleo Museológico dos Cabos Submarinos se possa reviver aquilo que foi o cosmopolitismo que os cabos trouxeram à cidade da Horta e aos Açores”.
E prosseguiu: “Desde 1998 que o concelho da Horta tem passado por um processo de evolução urbana e de reabilitação do seu edificado, por força da grande destruição que sofreu na altura do sismo, mas também por força de novos projetos como o da criação do Núcleo Museológico dos Cabos Submarinos. E aqui entra o turismo, porque não basta oferecer a quem nos visita edifícios, é preciso oferecer também experiências”.
“As pessoas têm de entrar neste edifício e têm de perceber e tentar vivenciar aquilo que foi a história destes edifícios e a história desta cidade no início do século XX”, adiantou.
Até porque, declarou ainda a Secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, “há turismo específico e há roteiros específicos que podem vir ao Faial” por causa da sua história de ligação aos cabos submarinos, “da mesma maneira que há um turismo para as cidades património”.
Berta Cabral sublinhou ainda que “a história dos cabos submarinos vai continuar a ser escrita nos Açores de hoje”, destacando os novos cabos submarinos que a Google vai amarrar no arquipélago.
“A história é feita de ciclos e voltámos ao ciclo em que os Açores são muito relevantes nas comunicações e na geoestratégia mundial”, concluiu.
Entretanto, a Secretária Regional da Educação, Cultura e Desporto, Sofia Ribeiro, recordou o trabalho da direção do Museu da Horta, “a quem foi logo atribuída esta missão de se poder construir uma museologia em torno do projeto da criação do Núcleo Museológico dos Cabos Submarinos”.
“A cultura, neste caso em específico, não é apenas um património, um legado ou alguma coisa que nós queremos evocar. Ela continua vivenciada, ela continua a demonstrar e a criar experiências do dia-a-dia e é por isso que aproveitámos o conhecimento relativamente aos cabos submarinos de quem ainda permanece junto de nós”, disse a governante.
Para Sofia Ribeiro, “os museus, de facto, não se encerram no local onde estão, eles têm de ser abertos ao Mundo, eles têm de ser transnacionais, ainda para mais no Museu da Horta, pela posição estratégica que tem e pela história que tem”.
“Somos uma região ultracentral pela nossa história até aqui vivenciada, mas também pela história que nós estamos a construir e, portanto, evocarmos os cabos submarinos e a história que eles trazem à Horta, ao Faial e aos Açores é também evocarmos a história da ligação dos Açores ao Mundo”, disse também.
Na cerimónia esteve presente o professor Henrique Melo Barreiros, da Associação dos Antigos Alunos do Liceu da Horta, que desenvolveu um trabalho fundamental para que os Açores conseguissem chegar à criação do Núcleo Museológico dos Cabos Submarinos na Trinity House e na Joint Cable Station.
O estudo prévio foi apresentado pelo arquiteto Pedro Garcia, responsável pelo projeto do Núcleo Museológico dos Cabos Submarinos.
Este novo Núcleo Museológico vai reavivar a memória de dois importantes edifícios ligados entre si e apresenta-se como o “Museu do Faial no Mundo”, tendo em conta a importância que os cabos submarinos tiveram para a cidade da Horta, para o Faial e para os Açores.
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